Introdução

A diabetes é hoje um dos mais graves problemas de saúde pública em Portugal. Os mais recentes dados sobre a prevalência da diabetes no nosso país mostram um aumento não imaginado há umas décadas atrás. Mais de 900.000 pessoas, em Portugal, têm diabetes incluindo cerca de 400.000 pessoas que não sabem que a têm. Um terço das pessoas que vive em Portugal tem diabetes ou pré diabetes.

A diabetes está associada a uma morbilidade e mortalidade muito elevadas., sendo a única doença crónica que continua a agravar o seu impacto na qualidade de vida e na diminuição de anos de vida úteis daqueles que dela sofrem. Atingindo sobretudo o componente vascular a diabetes compromete todos os órgãos e sistemas. Não há consulta externa, nos cuidados primários ou hospitalares, ou internamento hospitalar, das mais variadas especialidades, onde não se faça sentir fortemente a sua presença.

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal – APDP foi fundada em 1926 exactamente para apoiar as pessoas com diabetes e combater esta pandemia. Para além de actividades de carácter social, assistencial e formativo a APDP tem desenvolvido e colaborado em projectos de investigação nos vários campos do conhecimento em diabetes: básico, epidemiológico e clínico, muitos dos quais em parcerias com Universidades e Institutos de Ciência.

Em 1983, a APDP, alargou a sua contribuição na área da Investigação em diabetes instituindo um prémio, com o nome do seu fundador, o “Prémio Ernesto Roma”, e destinado a incentivar a investigação, em todos os campos da diabetologia, que tem vindo a ser atribuído todos os anos ímpares. A apresentação de trabalhos inéditos na área da diabetologia, deverá ser apresentada nos anos pares até ao dia…

Sabemos que ao desenvolver e dinamizar este Prémio estamos a contribuir para a divulgação e promoção da investigação que se faz em diabetes em Portugal nesta área incentivando uma melhor qualidade nos cuidados às pessoas com diabetes e colaborando para o grande objectivo da procura da cura da diabetes.


História

Ernesto Roma nasceu em Viana do Castelo no ano de 1886, fez os seus estudos secundários em Lisboa, no Colégio Militar e licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa.
A luta contra a diabetes em Portugal está intimamente associada a Ernesto Roma com a fundação em 1926 da 1ª Associação de Diabéticos do mundo, a Associação Protectora dos Diabéticos Pobres.
Ernesto Roma frequentava um estágio de especialização na área da psiquiatria em Boston, nos EUA, quando assistiu em 1922 às primeiras administrações de insulina, então recentemente descoberta e disponível no tratamento das pessoas com Diabetes do tipo 1.
Após o regresso a Portugal, frustrado pela morte de diabéticos pobres que não tinham dinheiro para comprar insulina mobilizou um grupo de pessoas, grande parte das quais pequenos empresários do comércio da Baixa de Lisboa para fundar em 1926 aquela que viria a ser a primeira Associação de Diabéticos do mundo. Tinha a Associação recém criada como primeiro objectivo dar apoio no fornecimento insulina às pessoas com Diabetes economicamente carentes mas desde logo Roma introduz a “Educação do Diabético” como aspecto fundamental na gestão da doença ensinando o autocontrolo e a autovigilância, encorajando o ensino de uma alimentação e um exercício físico adequados. Desenvolveu assim, de uma forma estruturada, o que hoje se denomina “Educação Terapêutica”.

Em 1931 foi também pioneiro com o lançamento do primeiro “Boletim” de diabetes do mundo, hoje chamado “DIABETES – Viver em Equilíbrio” com o objectivo de informar as pessoas com diabetes e os técnicos de saúde sobre a prevenção e correcta gestão da doença bem como actuar na prevenção das suas manifestações tardias.
A dimensão social esteve sempre nele presente atribuindo-se à Associação um papel importante na luta pelos seus direitos e integração social das pessoas com diabetes.
Ernesto Roma morre em Lisboa no dia 9 de Julho de 1978 com 91 anos de idade.
A sua obra mantém-se viva e de acordo com a sua vontade vai cumprindo a missão para que foi criada, desenvolvendo-se e adaptando-se às novas circunstâncias. Cresceu e expandiu-se enfrentando novos desafios com a vontade, motivação e o ânimo que Ernesto Roma legou a todos quantos nela trabalham.

 

História

Ernesto Roma nasceu em Viana do Castelo no ano de 1886, fez os seus estudos secundários em Lisboa, no Colégio Militar e licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa.
A luta contra a diabetes em Portugal está intimamente associada a Ernesto Roma com a fundação em 1926 da 1ª Associação de Diabéticos do mundo, a Associação Protectora dos Diabéticos Pobres.
Ernesto Roma frequentava um estágio de especialização na área da psiquiatria em Boston, nos EUA, quando assistiu em 1922 às primeiras administrações de insulina, então recentemente descoberta e disponível no tratamento das pessoas com Diabetes do tipo 1.
Após o regresso a Portugal, frustrado pela morte de diabéticos pobres que não tinham dinheiro para comprar insulina mobilizou um grupo de pessoas, grande parte das quais pequenos empresários do comércio da Baixa de Lisboa para fundar em 1926 aquela que viria a ser a primeira Associação de Diabéticos do mundo. Tinha a Associação recém criada como primeiro objectivo dar apoio no fornecimento insulina às pessoas com Diabetes economicamente carentes mas desde logo Roma introduz a “Educação do Diabético” como aspecto fundamental na gestão da doença ensinando o autocontrolo e a autovigilância, encorajando o ensino de uma alimentação e um exercício físico adequados. Desenvolveu assim, de uma forma estruturada, o que hoje se denomina “Educação Terapêutica”.

Em 1931 foi também pioneiro com o lançamento do primeiro “Boletim” de diabetes do mundo, hoje chamado “DIABETES – Viver em Equilíbrio” com o objectivo de informar as pessoas com diabetes e os técnicos de saúde sobre a prevenção e correcta gestão da doença bem como actuar na prevenção das suas manifestações tardias.
A dimensão social esteve sempre nele presente atribuindo-se à Associação um papel importante na luta pelos seus direitos e integração social das pessoas com diabetes.
Ernesto Roma morre em Lisboa no dia 9 de Julho de 1978 com 91 anos de idade.
A sua obra mantém-se viva e de acordo com a sua vontade vai cumprindo a missão para que foi criada, desenvolvendo-se e adaptando-se às novas circunstâncias. Cresceu e expandiu-se enfrentando novos desafios com a vontade, motivação e o ânimo que Ernesto Roma legou a todos quantos nela trabalham.

 

Enquadramento

Investigação Básica

O Prémio Ernesto Roma admite trabalhos na área da investigação básica em diabetes. Estes trabalhos de investigação e análise terão como foco o melhor e mais completo conhecimento da diabetes, quer na investigação da sua etiopatogenia quer nas áreas da fisiopatologia, química, farmacologia ou outras do conhecimento básico. Serão admitidos também os trabalhos que decorram nas mesmas áreas relacionados com as complicações agudas e crónicas da diabetes.

Investigação Clínica

Poderão ser candidatos ao Prémio Ernesto Roma trabalhos de investigação clínica na área da diabetes. Estes trabalhos deverão ter como foco, a segurança e eficácia de fármacos, a aplicação de sistemas ou dispositivos médicos, produtos diagnósticos e regimes terapêuticos de aplicação humana. O foco destes trabalhos deverá ser nas áreas da prevenção, tratamento, diagnóstico ou alivio de sintomas relacionados com a diabetes ou suas complicações.

Investigação Epidemiológica

Os trabalhos de investigação candidatos ao Prémio Ernesto Roma poderão ser desenvolvidos na área da Epidemiologia. Serão admitidos trabalhos nas áreas dos estudos observacionais ou experimentais de aplicação populacional e relacionados com a diabetes ou suas complicações.


Regulamento

 
Criação

Artº1 – É criado o Prémio “Ernesto Roma” instituído pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal em colaboração com a Merck Sharp & Dohme.

Objectivos

Artº2 – O Prémio “Ernesto Roma” tem por objectivos:
2.1 – Incentivar a realização de trabalhos de investigação clínica, básica ou epidemiológica no campo da Diabetologia.
2.2 – Homenagear e perpetuar a memória do Dr. Ernesto Roma, criador da Diabetologia Social e fundador da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, decana da Federação Internacional da Diabetes.
Artº3 – O Prémio destina-se a premiar de 2 em 2 anos o melhor trabalho de autores portugueses, original e não premiado.
3.1 – O montante do prémio é de 10.000 euros.
3.2 – Poderão ser atribuídas Menções Honrosas.
3.3 – No caso de os trabalhos apresentados não serem merecedores do Prémio, este poderá ser atribuído a uma bolsa de investigação.

Execução do Concurso

Artº4 – É criada uma comissão executiva do Prémio “Ernesto Roma”, constituída por um representante da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, um representante da Sociedade Portuguesa de Diabetologia e um representante do Departamento Médico da Merck Sharp & Dohme.
4.1 – A comissão executiva organiza para cada concurso, um processo constituído por todos os documentos a ele referentes. Desse processo fará parte uma lista com a identificação dos candidatos, título dos trabalhos e data da sua recepção.
4.2 – No prazo de 15 dias da recepção de cada trabalho, a comissão executiva verifica se ele se encontra dentro das condições deste Regulamento, e remete-o ao Júri.

Júri
Constituição

Artº5 – O Júri será presidido pelo Director Clínico da APDP.
5.1 – O Presidente escolherá três vogais entre elementos de Serviços com actividade no campo da Diabetologia.
5.2 – Serão escolhidos também vogais suplementares para se poder suprir a eventual impossibilidade do exercício de actuação dos vogais efectivos.

5.3 – O Júri poderá pedir o parecer de quaisquer especialistas, portugueses ou estrangeiros quando julgar necessário, os quais não terão direito a voto.

5.4 – Os membros do Júri não poderão concorrer ao Prémio.

5.5 – Em caso de conflito de interesses, o membro do Júri, incluindo o Presidente, poderá delegar a sua responsabilidade.

Competência

Artº6 – Compete ao Júri a escolha do trabalho premiado até ao fim de Janeiro do ano ímpar.

6.1 – Se o nível dos trabalhos apresentados no concurso o justificar, o Júri pode não atribuir o Prémio, sendo este entregue como bolsa de investigação, posteriormente, pela Comissão Executiva.

6.2 – As deliberações do Júri são tomadas por maioria dos votos, sem recurso, cabendo ao Presidente voto de qualidade.

6.3 – De cada reunião do Júri será lavrada uma acta redigida pelo Secretário eleito e assinada por todos os membros.

Divulgação

Artº7 – A divulgação do Prémio deverá realizar-se logo após a atribuição de cada Prémio.

Entrega

Artº8 – A entrega dos trabalhos que se destinam a concorrer ao Prémio “Ernesto Roma” deverá ser efectuada até ao final de cada ano par.
8.1 – Os trabalhos devem ser apresentados sob a forma electrónica, utilizando o site do Prémio: XXXXXX

8.2 – O trabalho deve ter como limite 5000 palavras, 3 figuras e 2 tabelas.

Artº9 – A atribuição do Prémio será ser efectuada no primeiro semestre dos anos ímpares, numa sessão científica organizada para esse efeito.

Artº10 – A todos os trabalhos premiados serão conferidos diplomas atestando o Prémio conferido.

Artº11 – Qualquer lacuna ou alteração será apreciada pela Comissão Executiva a qual poderá pedir o parecer de individualidades exteriores à atribuição do Prémio.

Candidatura

São aceites candidaturas até 30 de Novembro.

Contactos

Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

Rua do Salitre 118-120 | 1250-203 Lisboa
tel: 21 381 61 00 | fax: 21 385 93 71
diabetes@apdp.pt | www.apdp.pt

Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar

Av. da República, 97 – 1.º
1050-190 Lisboa | Portugal
tel: 21 761 52 50 | fax: 21 793 31 45
secretariaapmgf1@apmgf.pt

Merck Sharp & Dome

Edifício Vasco da Gama, nº 19 Quinta da Fonte,
Porto Salvo | 2770-192 Paço de Arcos
tel: 21 446 57 00 | fax: 21 446 58 80